Netzah – Origens

      O movimento juvenil Netzah Israel nasceu em 1974, quando um grupo de jovens, em sua maioria nascidos no Brasil, muitos deles vindos de outro movimento juvenil sionista, a Chazit, foi aos dirigentes da Congregação Beit Yaacov para convencê-los da necessidade de fazer um movimento juvenil da kehilá. A idéia teve o apoio da diretoria através do então presidente, Rahmo Nasser. Os dirigentes sabiam que era necessário manter os jovens dentro da comunidade e fazer com que as novas gerações guardassem profunda ligação com a historia, raízes e Israel. Atraves de educação não-formal, centrada em encontros aos sábados à tarde, machanot e viagens de grupos a Israel, o objetivo seria formar jovens idealistas e sionistas sem, no entanto, deixar de lado a religião. Os seis membros da primeira Hanalá (diretoria), Daniel Anker, Johny Saruê, Nicole Borger, Ralf Hakim, Rafael Marcus, Rafael Shammah e Sergio Levinzon escolheram o nome do movimento através de uma votação. Nascia o Netzah Israel (em homenagem ao grupo Netzah Israel Lo Ishaker).

      Desde o início, o Netzah sempre foi um movimento de “jovens para jovens”, cujo o trabalho é totalmente voluntário. Jovens da comunidade se preparam para serem madrichim, não poupando esforços para consolidar o movimento. Como parte de sua estrutura, o Netzah possui um shaliach profissional, vindo de Israel para coordenar as atividades desenvolvidas pelos madrichim para crianças a partir de sete anos. A coordenação fica sempre a cargo de jovens que se dividem em vaadot (comissões), cada uma com uma função definida dentro do plano educacional do movimento. A direção cabe a uma diretoria eleita por esses mesmos jovens.

      Num primeiro momento, o Netzah funcionou nas dependências da própria sinagoga Beit Yaacov. Lá permaneceram até 1980, quando, em face do crescimento numérico do movimento, os irmãos Safra adquiriram uma casa na Rua Bela Cintra.

      Com o passar dos anos a “casa azul” como era chamada a sua sede, não mais comportava o numero de jovens que freqüentavam o movimento e, ademais, as instalações precisavam de uma reforma total. Assim, por algum tempo, o Netzah voltou a funcionar na Beit Yaacov. Mas, diante da insistência dos jovens em ter seu próprio local, o Banco Safra decide adquirir uma casa nova. A partir de 1995, o movimento passa a funcionar na nova casa de juventude.

      O Netzah é uma tnuá irmã da Hanoar Hatzioni, movimento juvenil presente em vários países, com sede em Israel. Em conjunto com este, realiza seminários para chanichim na América Latina – Machon Continental, bem como programas educativos para madrichim com duração de um ano em Israel – Shnat. Ao longo dos anos, tem se conseguido reunir e aglutinar a quase totalidade dos jovens da comunidade. Transmitindo e vivenciando os ideais de aspectos humanos, judaísmo e sionismo, o Netzah, atualmente com mais de 300 jovens, constitui o maior movimento juvenil judaico em um único Ken no Brasil.