Shnat




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Shnat Hachshará – Machon lê Madrichim: Uma experiência única e incrível

Um breve prospecto

      Um ano na terra de Israel. Sentimentos extraordinários e diferentes dos já sentidos até então. Fase que ajuda muito na formação da identidade judaica sionista. Momento de grande amadurecimento.
      O Shnat Hachshará - Machon le Madrichim é um programa de longa duração em Israel para jovens judeus de tnuot sionistas, que tem como objetivos a capacitação e o amadurecimento destes, juntamente com a vivencia terra sagrada.
      Fundado em 1946 pela Organização Sionista Mundial, o Shnat Hachshará - Machon Le Madrichim, tinha como objetivos, em seu principio, aprofundar e ampliar os processos de capacitação e treinamento dos ativistas dos movimentos juvenis sionistas, para as missões nacionais de educação, aliá e colonização, que formavam naquele momento a agenda do Movimento Sionista como um todo.
      Desde então, mais de 12000 jovens passaram pelas portas do Shnat – Machon Le Madrichim. Jovens da África do sul, África do Norte, América latina, Franca, Austrália e até da ex-União Soviética formam a Família do programa.

Experiência Machon Le Madrichim 2008

      No Shnat, os primeiros dias sempre são difíceis. É um mundo novo. Todos são desconhecidos, tudo é praticamente um ponto de interrogação.
      De repente, surgem os primeiros amigos. Começa-se a perceber que os medos que antecediam à viagem vão desaparecendo e se transformam em uma mistura de ansiedade para conhecer a todos, junto com felicidade ilimitada de estar começando um programa em Israel.
      Estamos em casa. Andar pela rua é pensar: Uau! Não sou estranho aqui, todos fazem parte da minha família!
      O dia-a-dia no Shnat é realmente cansativo. Três dias por semana há aulas, de 1h30min cada, que começam às 8:00 durando até às 19:30. Há aulas obrigatórias e optativas. A verdade é que são incríveis. Os professores são jornalistas, ex-shelichim, políticos, pessoas de altos cargos no exército e bogrim de tnuot que fizeram aliá.
      Um dos dias restantes é dividido em aulas e Yom Tnuá, em que os participantes do curso têm peulot com pessoas de sua própria Tnuá, no caso do Netzah, com a Hanoar Hatzioni.
      O último dia da semana também é dividido em dois: Na primeira metade visitamos lugares históricos, museus, centros educativos e religiosos. Na segunda metade do dia é realizado trabalho comunitário (há dezenas de trabalhos que se pode optar por fazer, como por exemplo como Palhaços Médicos, com Refugiados de Darfur, Trabalhadores Imigrantes, Pessoas com necessidades especiais, sobreviventes da Shoá, entre outros).
      O conteúdo adquirido é interminável!
      Uma passagem marcante do Shnat foi o Shabbat Be Yachad, um shabbat organizado por chanichim do próprio Machon. Todas as 115 pessoas do programa ficaram em Kriat Moria, campus do Machon, em Jerusalém, para celebrar o dia santo em conjunto. Na noite de sexta-feira, houve uma peolá, dada pelos organizadores do "evento", sobre judaísmo, shabbat e sentimentos. Falaram sobre a luz que o shabbat e o judaísmo nos dá, a razão de ser judeu e de seguir praticando com judaísmo. Mais tarde, houve o acendimento de velas por parte das mulheres, seguido por um Cabbalad de Shabbat lindo, pois os ritmos das rezas eram escolhidos por diferentes grupos de pessoas, ou seja, quando mudava de reza, era mudado o ritmo. Todos saíram contentes, independentemente da tradição que cada um seguia, todos estavam unidos como judeus, como deve ser. Logo depois houve um jantar com kidush e bracha das chalot. Todos não paravam de cantar músicas judaicas. No dia seguinte, houve campeonato de esportes e peulot de inter-tnuot. Já que nós do Netzah éramos somente três, nos unimos a outras tnuot que também tinham pouca gente, como Avanhandava, Etz Chaim e Noam. Quando acabou o shabbat, todos nos juntamos e cantamos músicas em hebraico. Havia dois amigos que levaram violão. Incrível ver pessoas de todos os países latinos que estavam fazendo Shnat, juntamente com franceses, sul-africanos e Australianos (que fazem Machon em suas respectivas línguas e também se hospedam em Kriat Moriá) , mesmo não falando o mesmo idioma, estavam unidos para cantar as musicas de nosso povo.
      Durante os quatro meses de Machon, há três viagens, de uma semana cada. A primeira para o Norte de Israel, a segunda para a Polônia e a última para o sul do Estado judeu.
      No "Tiul" para o Norte, saímos de Jerusalém e fomos direto para Cesareira, cidade fundada pelo Rei Erodes na época do império Romano. Logo depois viajamos para Haifa, terceira maior cidade de Israel. Rosh Hanikra (fronteira com de Israel com o Líbano), e Golan,(fronteira de Israel com a Síria) também fizeram parte do roteiro. No final da viajem nos banhamos no Kineret. Bastantes esportes radicais foram feitos nesta semana, como Caiaque no Rio Jordão, Rapel, Casqueding com caminhada e Jipe nas águas do Golan. Houve palestras em todos os lugares que passamos explicando sobre o local, historicamente, geograficamente e sobre as situações atuais levando em conta os países inimigos.
      Para a segunda viagem, rumo à Polônia, nos preparamos durante um mês inteiro. Além das classes obrigatórias sobre a história da shoá, e outras optativas, visitamos duas vezes o Yad Vashem (museu do Holocausto e da bravura), tivemos uma palestra com uma sobrevivente do Holocausto que passou por três campos, entre eles Birkenau, durante a guerra. Visitamos também o primeiro museu do holocausto de Israel, localizado no norte do país. Além de, é claro, aprendermos sobre a fundamental participação heróica que os jovens de Tnuá Noar tiveram na guerra. Após toda a capacitação recebida, viajamos para a Polônia. Visitamos inúmeros campos de extermínio, guetos, shteitels (vilarejos que os judeus europeus viviam antes da Segunda Guerra Mundial), Sinagogas antigas e grandes cidades do país. O mais interessante de toda a experiência foi o enfoque que dado pelo Machon: A vida! Ou seja, sempre buscávamos ver a luta, a sobrevivência e o modo de vida que os judeus tinham antes e durante a guerra. Carregávamos sempre conosco pedras trazidas de Israel. No judaísmo a pedra tem um significado de eternidade. A viajem tinha uma mensagem clara: Am Israel Hai (Povo de Israel: Vida)!
      O “Tiul Darom” (viagem para o sul de Israel) foi a despedida do Machon. Foram sete dias muito emocionantes, pois além de visitarmos o sul de nosso país, estávamos passando os últimos dias da melhor fase de nossas vidas até então. Visitamos Massada, Zdeboker (kibbutz onde Bem Gurion está enterrado), Mar Morto, Eilat, entre outros tantos lugares. Sempre guiados por profissionais. A passagem por estes lugares foi incrivelmente enriquecedora. Finalizamos o “Tiul” com uma festa em um barco em Eilat.
      No dia seguinte, todos nos despedimos. Somente quem vivenciou o programa do Shnat pode sentir esta mistura de tristeza de estar deixando a família (amigos) e casa (Israel) após um período de intenso prazer e aprendizado, e a grande felicidade de sentir que o tempo passado foi um ganho indescritível nas nossas vidas.
      Uma historia que jamais nos esqueceremos, aconteceu logo na noite que acabou Yom HaShoá, dia de lembrança do Holocausto. Após passármos um dia terrível relembrando da passagem mais escura da humanidade, decidimos ir ao Kotel agradecer a vida que temos. Chegando no lugar santo, vimos milhares de soldados, juntamente com alguns civis. Nos indagamos o que será que poderia ter acontecido. Decidimos perguntar para uma soldada, que nos contou que aquela noite, logo depois de Yom HaShoá, era feito o juramento dos pára-quedistas do exército de que seriam fiéis ao Estado Israel.
      Aproveitar cada segundo como se fosse o ultimo faz com que o Shnat seja um ano incrível. O Shnat é considerado “o seu ano” para quem participa. Seu ano de fazer amizades para toda a vida, de aprender outros idiomas, de superação, sentimentos intensos, histórias... Uma oportunidade única na vida de conhecer a si mesmo de forma profunda. É uma escola de vida. Hoje podemos dizer que nunca estaríamos completos como pessoa se não fosse este tempo que passamos em Eretz Israel.

"As chamas das nossas almas judaicas acendem, vibram intensamente e eternamente quando encontram com a nossa pátria, terra de nossos antepassados e atual Estado Judeu. Israel, um Estado único em que se encontram nossas raízes e nosso futuro”.

Clara Z.
Mauricio C.
Yves B.

Bogrim Shnat – Machon 2008



Boguer Shnat

      Boguer Shnat, este foi o título que adquiri nos últimos 6 meses, e é com muito orgulho que vou falar um pouco sobre o assunto. Embora não tenha ficado um ano inteiro em Israel, participei do programa Megamot que tem aproximadamente 5 meses de duração. A decisão de ir para Israel para mim estava clara, mas não tinha idéia de quando eu queria ir, nem o que faria lá. Quando vi que meus amigos, Berti (Alberto Cohen) e Maumi (Mauricio Szuster), já estavam preparando toda papelada para ir para Israel, me dei conta de que eles não estavam falando da boca pra fora quando diziam que iriam passar 6 meses em Israel este ano, e vi que eu poderia perder, ou não, uma oportunidade única.
      A gente estava na dúvida entre ir para o Megamot ou para o Machon, escolhemos o primeiro e, graças a D’us, não nos arrependemos. A organização Masá do Estado de Israel que proporcionou, dentro do possível, os subsídios necessários para cada um, tornando viável nossa viagem e estadia em Israel. O programa Megamot uniu este ano 100 pessoas de todo o mundo, dentro de uma faixa etária que varia de 17 a 20 anos aproximadamente, sendo todos bogrim ativos em suas respectivas tnuot. O objetivo do programa é conhecer a fundo Israel e sua sociedade, mas com os próprios olhos.
      Durante todo o programa tínhamos os finais de semana livre, mas como em Israel o final de semana é diferente, éramos liberados quinta na hora do almoço e tínhamos que estar de volta sábado de noite. Logo no começo do programa deveríamos escolher entre 4 opções de megama que iríamos ter 1 vez por semana durante o programa. A megama é como um “curso” dado por algum profissional relacionado a megama. No meu caso optei pela megama de liderança, e tive peulot com o Edi L.. Nos primeiros 2 meses do programa fizemos ulpan (aulas intensivas de hebraico). Todos fizeram uma prova e então fomos separados por salas de diferentes níveis, tínhamos aulas das 7 da manhã ao meio dia mais ou menos, com alguns pequenos intervalos claro. Também nessa fase de ulpan tínhamos aulas a tarde sobre diferentes temas como fontes judaicas, sionismo, história dos líderes do povo judeu e conflito no oriente médio.
      Cada noite da semana era diferente. Uma noite cada chavurá tinha peula com seus respectivo madrich, os brasileiros foram divididos todos na mesma chavura. Uma noite tínhamos peula por tnuá, na qual um ou mais representantes de cada tnuá vinham dar alguma atividade para seus chanichim e checar como estava tudo. Uma noite a peula era de descontração e entrosamento para todos juntos. E uma noite por semana era dado um mini curso que devíamos escolher para essa primeira fase: teatro e oratória, ou dança, ou jornalismo, ou aplicação de esportes em peulot. Ainda nestes primeiros 2 meses nós tínhamos um passeio por semana para conhecer melhor a sociedade de Israel, desde novas zonas de povoamento a uma escola árabe.
      Depois dessa primeira fase viajamos muito, tendo seminários de diferentes temas cada um em um lugar. Tivemos seminário da Shoá, uma semana de gadná (ficamos numa base do exército onde vivenciamos como é a rotina de um jovem israelense logo que vira soldado), viagens de uma semana ao Sul e ao Norte, seminário de Shavuot e seminário de preparação para viagem a Polônia. Então acabamos viajando por quase todo Israel e ainda tivemos uma semana de viagem à Polônia, onde fizemos o roteiro similar ao da Marcha da Vida.
      A viagem foi maravilhosa, não nos arrependemos de nada, aproveitávamos cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última. A gente aproveitava as longas viagens de ônibus para repor as energias, já que nunca dormíamos cedo, porque sempre rolavam ou rodinhas de conversa, ou festinhas a noite, e de dia nós não queríamos perder os passeios.
      Pessoalmente cresci muito, sem nossas mães por perto para nos lembrar das nossas obrigações e responsabilidades, acabamos amadurecendo bastante e nos tornamos muito independentes. O que mais gostei foi conhecer a fundo os detalhes de Israel, como não era uma viagem de 1 mês da escola, eu podia prestar mais atenção nos detalhes de lugares que eu já tinha ido antes. Também fiquei muito feliz de melhorar muito o meu hebraico. Mas acho que as pessoas que conheci nesses 6 meses também foram muito importantes, porque com eles também aprendi muito, diferentes maneiras de pensar, diferentes culturas. Recomendo muito o programa e espero que o Netzah continue mandando chanichim para Israel, é uma experiência única e que agora que eu voltei, vejo que não me atrapalhou ter deixado minha vida daqui por alguns meses.