Viagens



Machon Continental Dromi


      Desde pequenos, já pensamos no Machon, e como é uma viagem incrível.
      Quando chegamos em Amelim G’, nos empolgamos mais, mas também começamos a ficar preocupados. Como conseguiremos dinheiro para fazer com que todos viajem? A resposta é simples: fazer uma quermesse e vender rifas. Não foi tão fácil como pensamos, mas no fim, depois de muito esforço, tudo deu certo.
      Outra preocupação era de como passaríamos quinze horas dentro de um ônibus. Achamos que ficaríamos entediados e enjoados, porém no fim, como sempre, superou nossas expectativas. Foi sensacional!
      Durante a viagem, fomos parando em vários lugares:
      - Primeira parada: Curitiba. Dormimos uma noite na CIP (Centro Israelita Paranaense) na sede do movimento juvenil Habonim Dror.
      - Segunda parada: Florianópolis. Ficamos uma semana e conhecemos várias praias de lá. Dormimos num hotel perto da praia e do sandboard, uma atividade irada!
      - Terceira parada: Canela. Após toda agitação na praia, finalmente relaxamos. Lá ficamos em um excelente hotel, fomos passear no centro e também fizemos peolot.
      Após duas semanas apenas com nossa kvutzah, fomos nos encontrar com os outros movimentos juvenis, sendo todos parte do Hanoar Hatzioni.
      Fomos divididos em grupos misturando chanichim e madrichim da America Latina.
      As peolot serviam para a integração de todos e para ensinar aos chanichim assuntos relacionados a Israel e judaísmo em diferentes partes do mundo e pontos de vista.
      No Machon Continental Dromi existem várias vaadot, como a Vaadat Tarbut, que organiza os eventos, festas e gincanas, sempre com um tema. Outra é a Vaadat Moadon Israel, composta por pessoas que participaram do programa do Shnat – um ano em Israel. Eles nos contavam sobre Israel, notícias diárias e sionismo.
      Éramos acordados, cedo, pela Vaadat Tarbut, tomávamos café da manha e fazíamos mifkad, todos juntos, para saber qual seria a programação do dia.
      O MCD é uma viagem inesquecível, uma experiência única e de muita diversão, onde se aprende e conhece novas pessoas.
      Não perca, vale muito à pena!!!

Linda S.
Reiny A.
Bonim A’ - 2010




Tapuz

      Colocar em palavras sentimentos tão fortes e comprimir em um único texto a experiência de um mês inteiro com a própria kvutzah em Eretz Israel é quase impossível. Contudo, escrever sobre o Tapuz é extremamente necessário, tanto para recordar , quanto compartilhar essas lembranças, reforçando sua importância.
      Todo o preparo para viagem começa cerca de seis meses antes, com reuniões para pais, verificação da documentação, e agitação nos e-mails da kvutzah. Pode-se dizer que o Tapuz é o sonho de qualquer kvutzah no Netzah. É uma viagem de união, despedida, concretização, realização e aprendizado. Estar com seus irmãos em um lugar tão marcante e significante para todos é a conclusão de um ciclo vivido como chanich.
      Visitamos Israel por inteiro, começando pela marcante Jerusalém, com o Kotel, suas escavações, o museu de Hertzel e a corte suprema de justiça. Depois fomos a Tel Aviv, aprendemos mais sobre Ben Gurion e visitamos mais alguns museus. Passamos horas e horas na Taielet fazendo brincadeiras e piadinhas internas, comendo no píer, simplesmente nos divertindo.
      Fez parte do programa passar uma noite na tenda beduína e ter a oportunidade de ver o nascer do sol em Massada, outro cenário marcante de Eretz Israel. Presenciar a reza dos meus amigos da kvutzah no que restou da sinagoga de Massada, e estar envolta, junto das minhas amigas, na bandeira do Netzah naquele nascer de sol, me trouxe uma emoção muito difícil de por em palavras. Ainda na programação, vivenciamos uma das realidades mais duras para os israelenses jovens, o exército. Foram cinco dias na Gadná, correndo, fazendo flexões, rastejando e até atirando. Foi uma experiência riquíssima para se ter uma noção do que é ser israelense e ter que lutar por um povo inteiro.
      Fomos ao Norte, dormimos na sobrevivência. E, ao final do programa, visitamos Eilat. Lá descansamos e fizemos atividades de entrosamento, como passeios de barco e mergulho. Em cada cidade, sempre visitamos os importantes museus e seus lugares típicos.
      A visita a todos esses lugares foi essencial para a compreensão do Estado de Israel como um todo, incluindo suas particularidades, promovendo a nossa identidade cultural, judaica e nacional. Antes da viagem, eu tinha uma enorme identificação com Israel, mas, finalmente ver todo o conteúdo aprendido durantes anos dentro do Netzah, só fez com que o meu amor pela nossa terra crescesse cada vez mais e mais. Hoje, após ter passado por essa incrível viagem, posso dizer com o coração aberto, sou APAIXONADA por Israel.
      Olho para trás e penso “Nunca pensei que poderia ter feito tudo isso”. Ficar acordada noites e noites nos corredores dos hotéis, fazer futebol de sabão, guerras de água, pular em fontes, atirar com uma M16, sair gritando pelas ruas “Tapuz 2010! Tapuz 2010!”. Fiz coisas que eu nunca imaginei serem possíveis, e tudo isso foi proporcionado pelo Netzah. Afinal, essa é uma das maiores realizações desse movimento juvenil, possibilitar experiências únicas para cada pessoa, e, com certeza, o Tapuz foi uma delas.
      Para aqueles que ainda vão para o Tapuz, o famoso clichê: APROVEITEM AO MÁXIMO! Eu daria tudo para voltar no tempo e reviver o Tapuz, estar com os meus irmãos na minha terra. Cada minuto dessa viagem deve ser valorizado. Conheça melhor os outros chanichim, escute o que o Guia tem a te falar, faça loucuras, seja você mesmo. E, para aqueles que já foram, restam as saudades. Saudades de uma viagem indescritível, saudades de toda sua kvutzah unida durante um mês inteiro. Saudades dos madrichim e dos passeios. As saudades nos revelam que tudo o que passamos foi da melhor maneira possível, deixando um gostinho de “quero mais”.
      Acredito que cada Tapuz deve ser diferente, com outros madrichim e chanichim, outras histórias, outras piadas. Mas, acredito também que essa viagem continua a mesma em sua essência, seus objetivos, sua grandiosidade. O Netzah oferece passeios inéditos, que tem grandes conteúdos a serem passados, seja na formação de cada pessoa, seja sobre a nossa terra, o nosso povo.

Giovanna C.
Bonim B’ 2010